Não, cirurgia plástica não é futilidade. Quem decide operar geralmente carrega esse desejo por anos, enfrenta medo, investimento e um pós-operatório real — e o que busca raramente é o que aparece no espelho: é confiança para trabalhar, se relacionar e ocupar espaço na própria vida. Os números dão a dimensão disso: o Brasil realizou mais de 2,3 milhões de cirurgias plásticas estéticas em 2024, mais do que qualquer outro país, segundo a ISAPS. Reduzir tudo isso a “vaidade” é julgar rápido demais algo que a maioria nunca viu de perto.
Eu tive um ponto de observação raro: sou médico cirurgião há mais de uma década e, desde 2022, a Sua Cirurgia — plataforma que fundei — já organizou mais de 4.000 jornadas cirúrgicas, boa parte delas de cirurgia plástica. Nenhum consultório individual vê esse volume. É dessa experiência que escrevo.
O que me incomoda no rótulo de “futilidade”
Eu não entrei nesse mercado por acaso — mas também não foi cálculo estratégico. Foi a continuação natural do jeito que sempre entendi a medicina: ajudar as pessoas a viverem melhor.
Por isso o rótulo me incomoda tanto. Quando alguém descarta o tema como “só estética”, está descrevendo a superfície de uma decisão cuja profundidade nunca acompanhou. É um julgamento feito de fora — e de longe.
O padrão que aparece em milhares de jornadas (e que nunca é sobre o corpo)
Quando você acompanha algumas dezenas de jornadas cirúrgicas, vê histórias. Quando acompanha milhares, vê padrões. E o padrão que se repete, do primeiro contato com nossas guias de jornada ao acompanhamento pós-operatório, é este: a motivação quase nunca é descrita em termos de corpo.
As pessoas chegam falando do que pararam de fazer. Da exposição no trabalho que evitam. Dos lugares que deixaram de frequentar. Do desconforto de nunca se sentirem completamente à vontade — nem com os outros, nem consigo mesmas. O procedimento é o meio; o que se busca é voltar a ocupar a própria vida.
Isso não é uma leitura só minha. Um estudo publicado na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, usando o WHOQOL-Bref — questionário de qualidade de vida da Organização Mundial da Saúde —, mediu melhora estatisticamente significativa na autoestima de pacientes operadas, com efeito nos domínios psicológico e das relações sociais. A motivação de quem opera é multifatorial, como os próprios autores apontam. Mas a ciência confirma o que as jornadas mostram todos os dias: o que está em jogo vai muito além do reflexo..
Ninguém atravessa uma cirurgia por capricho
Aqui está o argumento que, para mim, encerra a discussão sobre “futilidade”: olhe para o que a decisão exige.
Exige dinheiro que costuma levar tempo para juntar. Exige encarar o medo de anestesia, de dor, de arrependimento. Exige semanas de recuperação, ajuda em casa, pausa no trabalho. Capricho não sobrevive a essa lista — capricho desiste na primeira dificuldade.
Quem segue em frente está fazendo outra coisa: está se colocando em primeiro lugar, muitas vezes pela primeira vez na vida adulta. E atravessar esse processo por escolha própria muda algo interno. A pessoa termina a jornada mais segura não só do corpo, mas do próprio valor. O resultado que mais importa não aparece em foto: aparece na forma de viver.
A conclusão que virou empresa
Se cheguei até aqui no argumento, a consequência é inevitável: uma decisão desse tamanho merece uma estrutura à altura.
Porque cirurgia plástica, ainda que eletiva, é cirurgia — com centro cirúrgico, anestesia, equipe e riscos. E, no entanto, quem decide operar frequentemente encontra o oposto: informações desencontradas, orçamentos que não fecham, etapas soltas entre médico, hospital e laboratório.
Foi essa contradição que me levou a fundar a Sua Cirurgia: a plataforma que organiza toda a jornada ao redor do procedimento — do planejamento financeiro ao acompanhamento na recuperação — enquanto a indicação e o ato médico permanecem, sempre, com o cirurgião parceiro, a partir de avaliação individualizada. A pessoa cuida da decisão; nós cuidamos de todo o resto.
É o mesmo propósito de quando eu operava: participar de transformações reais de vida. Só mudou a escala.
Onde estamos
Hoje a Sua Cirurgia tem unidades em Florianópolis, Balneário Camboriú, Criciúma, Joinville, Chapecó, Curitiba e Blumenau. Desde 2022, mais de 4.000 pessoas organizaram suas jornadas cirúrgicas com a gente.
Se esse desejo existe na sua vida há tempo demais, o primeiro passo é simples: uma consulta de avaliação com um dos nossos médicos parceiros. Fale com uma das nossas guias de jornada.
Perguntas frequentes
Cirurgia plástica melhora a autoestima?
A literatura médica aponta nessa direção: pesquisa publicada na Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, com o instrumento WHOQOL-Bref da OMS, registrou melhora significativa de autoestima e qualidade de vida após procedimentos. Cada caso é único, e por isso tudo começa com avaliação médica individualizada.
Cirurgia plástica tem os mesmos riscos de outras cirurgias?
Sim, é uma cirurgia de verdade, com anestesia, centro cirúrgico e recuperação. Segurança deve ser prioridade também em procedimentos estéticos, com profissionais qualificados e avaliação rigorosa — exatamente os critérios que aplicamos na seleção dos nossos médicos parceiros.
Como saber se é indicada para mim?
Só uma consulta de avaliação responde. A indicação é sempre do médico, caso a caso — e, na Sua Cirurgia, a avaliação é feita pelo cirurgião parceiro que realizaria o seu procedimento.

